INSCRIÇÃO DO TEMPLO DE DELFOS



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A IMPORTÂNCIA DO ABRAÇO


O simples ato de abraçar diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao estresse. Por isso, abraço significa saúde. Segundo estudos da Universidade da Carolina do Norte (EUA), o contato físico pode aumentar a longevidade. Sugere ainda que uma relação forte e duradoura pode proteger contra futuras doenças cardiovasculares e fazer bem para a saúde geral. Saiba o quanto um abraço é importante...

Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver...
Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter...
Precisamos de 12 abraços por dia para crescer...


Abraçar é saudável. Ajuda o sistema imunológico, cura a depressão, reduz o stress e induz o sono. É revigorante, rejuvenescedor e não tem efeitos secundários desagradáveis. Abraçar é um remédio miraculoso. Abraçar é natural. É orgânico, naturalmente doce, sem ingredientes artificiais, não é poluidor, é amigo do ambiente e 100% motivador. Abraçar é o presente ideal. Ótimo para qualquer ocasião, divertido de dar e receber, mostra atenção, vem em invólucro próprio e é totalmente “devolvível”. Abraçar é praticamente perfeito. Não tem pilhas que se gastem, é à prova de inflação, não engorda, não tem pagamentos mensais, é à prova de roubo e não está sujeito a impostos. Abraçar é um recurso subutilizado com poderes mágicos. Quando abrimos os nossos braços e os nossos corações, incentivamos os outros a fazerem o mesmo. Pense nas pessoas da sua vida. Há algumas palavras que queira dizer? Há alguns abraços que queira dar. Está à espera, na esperança de que alguém peça primeiro? Por favor, não espere! Tome a iniciativa (Charles Faraone).


Geralmente hesitamos tanto em abraçar quanto em deixar que nos abracem. O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e ter valor. É bom. Não custa nada e exige pouco esforço. 


É saudável para quem dá e quem recebe. Pense nisso! Você tem abraçado ultimamente sua mulher, seu marido, seu pai, sua mãe, seu filho? 


Você costuma abraçar os seus afetos somente em datas especiais? 


Quando você encontra um amigo, costuma cumprimenta-lo simplesmente com um aperto de mão e um beijo formal? 


A emoção do abraço tem uma qualidade especial. Experimente abraçar mais. Vivemos em uma sociedade onde a grande queixa é de carência afetiva. Que tal experimentar a terapia do abraço?


"E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o Abraçou, e beijou." (Lucas 15.20)



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O EFEITO SOMBRA






INTRODUÇÃO DO LIVRO “O EFEITO SOMBRA”
(autores: Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson)


O conflito entre quem somos e quem queremos ser encontra-se no âmago da luta humana. A dualidade, na verdade, está no centro da experiência humana. A vida e a morte, o bem e o mal, a esperança e a resignação coexistem em todas as pessoas e manifestam sua força em todas as facetas da vida. Se sabemos o que é a coragem, é porque também experimentamos o medo; se podemos reconhecer a honestidade, é porque já encontramos a falsidade. No entanto, a maioria de nós nega ou ignora nossa natureza dualista.

Caso estejamos vivendo sob a suposição de que somos apenas de um jeito ou de outro, dentro de um espectro limitado de características humanas, então, precisamos questionar por que, atualmente, muitos de nós estamos insatisfeitos com a nossa vida. Por que temos acesso a tanta sabedoria e, ainda assim, não temos a força e a coragem para agir segundo nossas boas intenções, tomando decisões eficazes? E, mais importante, por que continuamos a nos expressar de maneiras contrárias aos nossos valores e a tudo aquilo em que acreditamos?

Vamos mostrar que isso ocorre porque não examinamos nossa vida, nosso eu mais obscuro, o eu sombrio, onde está escondido nosso poder esquecido. É ali, nesse local mais improvável, que encontramos a chave para destrancar a força, a felicidade e a capacidade de viver nossos sonhos.

Fomos condicionados a temer o lado obscuro da vida, assim como o nosso. Quando nos pegamos em meio a um pensamento sombrio ou tendo um comportamento que julgamos inaceitável, corremos como uma marmota ao buraco no chão e nos escondemos, torcendo e rezando para que aquilo desapareça antes de nos aventurarmos a sair novamente. Por que fazemos isso? Porque tememos, independentemente do quanto nos esforcemos, jamais conseguir escapar desse nosso lado. E, embora ignorar ou reprimir esse lado sombrio seja a norma, a verdade soberana é que correr da sombra apenas intensifica seu poder. Negá-la apenas conduz a mais dor, sofrimento, tristeza e sujeição. Se falharmos em assumir a responsabilidade de extrair a sabedoria que está oculta no fundo de nossa consciência, a treva assume o comando e, em vez de sermos capazes de assumir o controle, a escuridão acaba nos controlando, provocando o efeito sombra. Então, o lado obscuro passa a tomar as decisões, tirando-nos o direito a escolhas conscientes, seja quanto ao que comemos, ao tanto que gastamos ou aos vícios a que sucumbimos. Nosso lado sombrio nos incita a agir de forma que jamais imaginamos e a desperdiçar a energia vital em maus hábitos e comportamentos repetitivos. A obscuridade interior nos impede de expressar inteiramente o nosso eu, de falar nossa verdade e viver uma vida autêntica. Somente ao abraçar a nossa dualidade é que nos libertamos dos comportamentos que poderão potencialmente nos levar para baixo. Se não reconhecermos integralmente quem somos, é certo que seremos tomados de assalto pelo efeito sombra.

O efeito sombra está por toda parte. A prova de sua disseminação pode ser vista em todos os aspectos da vida. Lemos sobre ele on-line. Podemos vê-lo nos noticiários da TV e também em amigos, familiares e estranhos na rua. E talvez possamos reconhecê-lo de forma mais expressiva em nossos pensamentos, comportamentos, e senti-lo nas interações que fazemos com os outros. Receamos que, se lançarmos luz nessa escuridão, isso nos fará sentir uma imensa vergonha ou, até pior, nos levará a expressar nossos piores pesadelos. Tornamo--nos temerosos quanto ao que podemos encontrar se olharmos dentro de nós mesmos; portanto, em vez disso, escondemos a cabeça e nos recusamos a enfrentar o lado sombrio.

Mas este livro revela uma nova verdade — compartilhada com base em três perspectivas transformadoras: o oposto do que tememos é, de fato, o que acontece. Em vez de vergonha, sentimos empatia. Em vez de constrangimento, ganhamos coragem. Em vez de limitação, experimentamos a liberdade. Mantida oculta, a sombra é uma caixa de Pandora repleta de segredos, que tememos destruírem tudo o que amamos e gostamos. Porém, se abrirmos a caixa, descobrimos que aquilo que está ali dentro tem o poder de alterar radicalmente nossa vida, e de forma positiva. Sairemos da ilusão de que nossa obscuridade nos dominará e, em vez disso, veremos o mundo sob uma nova luz. A empatia que descobrimos por nós mesmos dará a centelha de ignição para nossa confiança e coragem à medida que abrirmos nosso coração a todos ao redor. O poder que desencavamos nos ajudará a confrontar o medo que esteve nos segurando e nos incitará a seguir adiante, rumo ao mais alto potencial. Longe de ser assustador, abraçar a sombra nos concede uma plenitude, permite que sejamos reais, reassumindo nosso poder, libertando nossa paixão e realizando nossos sonhos.

(...)

Quando falhamos em admitir nossas vulnerabilidades e reconhecer maus comportamentos, inevitavelmente sabotamo-nos quando estamos prestes a alguma realização pessoal ou profissional. Então, a sombra ganha. Quando agimos motivados por uma raiva desproporcional ao falar com os filhos, a sombra ganha. Quando traímos as pessoas amadas, a sombra ganha. Quando nos recusamos a aceitar nossa verdadeira natureza, a sombra ganha. Se não focamos a luz ao nosso eu mais alto, na obscuridade de nossos impulsos humanos, a sombra ganha. Até que aceitemos tudo o que somos, o efeito sombra terá poder para retardar nossa felicidade. Se passar sem reconhecimento, a sombra nos impede de ser plenos, de alcançar nossos melhores planos, e nos faz viver uma vida pela metade. Nunca houve uma época melhor para se criar um novo léxico para iluminar a sombra e finalmente entender o que tem sido tão difícil de ver e explicar.

O trabalho com a sombra é mais que um processo psicológico ou uma brincadeira intelectual.

É uma solução prescritiva para problemas não resolvidos. É uma jornada transformadora que vai além de qualquer teoria psicológica, porque considera o lado sombrio uma questão humana, uma questão espiritual que todos nós precisamos resolver se quisermos ter uma vida na qual nos expressemos por completo. Enfim entenderemos por que não somos melhores nem piores que ninguém, não importam cor, experiência, orientação sexual, aparência ou o passado. Não há ninguém no mundo que não tenha um lado sombrio e, quando levada a sério e compreendida, a sombra pode gerar uma nova realidade que irá alterar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos, ao nosso exercício de pais, à maneira como tratamos nosso parceiro, como interagimos com os membros de nossa comunidade e como nos engajamos com outras nações.

Acredito que a sombra seja um dos maiores presentes disponíveis para nós. Carl Jung a chamava de sparring, ou "parceira de treino de boxe"; ela é a oponente dentro de nós que expõe falhas e aguça habilidades. É a professora, o treinador, o guia que nos apoia no descobrimento de nossa verdadeira magnificência. A sombra não é um problema a ser resolvido ou um inimigo a ser vencido, mas um campo fértil a ser cultivado. Quando mergulharmos as mãos em seu solo rico, descobriremos as sementes potentes da pessoa que mais desejamos ser. Esperamos, sinceramente, que você ingresse nessa jornada, pois sabemos o que nos espera lá dentro.

Debbie Ford


Veja, abaixo, o trailer do filme "O Efeito Sombra", que será lançado em breve:




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A NATUREZA


Um lindo PPS para apreciar e refletir.

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A ÁRVORE CONFUSA



Era uma vez, em algum lugar que poderia ser qualquer lugar, e em um tempo que poderia ser qualquer tempo, um belo sítio, com macieiras, laranjeiras, pereiras e belíssimos roseirais, todos eles felizes e satisfeitos.

Tudo era alegria no lugar, exceto para uma árvore profundamente triste.

A pobre tinha um problema: não sabia quem era.

“O que lhe falta é concentração - lhe dizia a macieira -, se realmente tentares, poderás ter saborosas maçãs. Veja como é fácil!”

“Não a escute, exigia a roseira. É mais simples ter rosas. Veja como são belas!”
E a árvore, desesperada, tentava tudo o que lhe sugeriam, e como não conseguia ser como os demais, se sentia cada vez mais frustrada.



Um dia chegou ao sítio uma coruja, a mais sábia das aves, e ao ver o desespero da árvore, exclamou: “Não te preocupes, teu problema não é tão grave, é o mesmo de muitíssimos Seres sobre a terra. Eu te darei a solução”.

“Não dedica a tua vida em ser como os demais, sejam eles quem forem…Sê tu mesma, conhece-te e, para conseguir isto, escuta tua voz interior”.

E dito isto a coruja desapareceu.

“Minha voz interior…? Ser eu mesma…? Conhecer-me…?” Perguntava-se a árvore desesperada, quando de repente, compreendeu…

E fechando os olhos e os ouvidos, abriu o coração, e finalmente pode escutar sua voz interior dizendo-lhe:

“Tu jamais darás maçãs porque não és uma macieira, nem florescerás cada primavera porque não és uma roseira. És um carvalho, e teu destino é crescer, tornar-te grande e majestoso, dando abrigo às aves, sombra aos viajantes, beleza à paisagem……Tens uma missão, cumpre-a!

E a árvore se sentiu forte e segura de si mesma e se dispôs a ser tudo aquilo para o que estava destinada.

Assim, logo ocupou seu espaço e foi admirada e respeitada por todos.
E só então o sítio foi completamente feliz.



Eu me pergunto ao olhar ao meu redor, quantos serão carvalhos que não se permitem crescer?

Quantos serão roseiras que por medo dos desafios, só dão espinhos?

Quantas laranjeiras que não sabem florescer?

Na vida, todos temos uma missão para cumprir, um espaço para preencher…

Indubitavelmente todo ser humano é diferente do outro. Todos temos alguns traços que nos distinguem dos demais e que nos fazem ser únicos. E todos temos um papel para cumprir. E ninguém pode duvidar que o papel que melhor cumprimos é o nosso. Devemos resgatar o que temos profundamente arraigado em nosso ser, porque essa nossa essência, é o que nos faz ser o que somos. E devemos ser autênticos e deixá-la aflorar tal qual é, respondendo nossas próprias necessidades de comunicação. Somos o que somos, e isso carregamos marcado a fogo em nosso interior, ainda que por fora mostremos outra coisa. Não devemos ceder diante daqueles que nos pedem para que não nos mostremos como realmente somos. Não devemos ceder diante de nossa própria fraqueza de tomar emprestada a personalidade de outros…não conseguiríamos levar isto por muito tempo. Não há nada mais grotesco do que aquele que finge ser quem não é… como andar mascarado. Mostremo-nos e tenhamos atitudes da forma como somos. É a única maneira de dar o melhor de si mesmo. O demais… demais escapará de nossas mãos quase antes de podermos segurar.

AUTOR: ANONIMO
FONTE: Site Cusi Huasi


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O ENCONTRO NO RELACIONAMENTO


Nós não existe, mas é composto de Eu e Você. É uma fronteira sempre móvel, onde duas pessoas se encontram. E, quando há encontro, então eu me transformo e você também se transforma.”
( Frederic Perls)

O que é relacionamento? Relacionamento é a relação estabelecida entre duas pessoas, entre uma pessoa e um grupo, entre uma pessoa e ela mesma, entre uma pessoa e Deus ou a vida. A relação interna de uma pessoa consigo mesma é um relacionamento — particular, sem dúvida, mas um relacionamento —, que na maioria das vezes pode ser bem complicado, pois não é muito fácil encontrar alguém totalmente de bem consigo mesmo e que não apresente defesas na sua relação interna ou com outras pessoas. Afinal, todos nós nascemos num lar, em que recebemos as impressões de outras pessoas, as quais não são necessariamente superequilibradas. A família não é equilibrada; ela pretende sê-lo; porém, pretender e ser de fato são coisas bem diferentes.

Isto é paradoxal, não é mesmo? É comum o conceito difundido de que família é o centro do equilíbrio, o que, na prática, sabemos não ser verdade. A família tenta ser equilibrada; ela te cobra ser equilibrada. Mas como transmitir um equilíbrio que as pessoas da família não têm?

O famoso psiquiatra José Ângelo Gaiarsa diz que “a família é basicamente neurótica e, como tal, o centro das neuroses”. Isso tem muita lógica, porque é na família que recebemos uma formação moral, com valores, ideias e conceitos sobre a vida. Aliás, o caminho da maturidade está justamente em questionar os valores que recebemos, respeitando, é claro, os valores recebidos de nossos pais, verificando se isso tem alguma validade para nós. Como sempre digo, são nossos pais que nos transmitem tais valores e fazem o que podem por nós, dando o melhor de si. Apesar disso, porém, precisamos fazer esse questionamento. Afinal, eles, pais, são seres humanos, e seres humanos têm fraquezas de caráter e podem não ser necessariamente, equilibrados.

Acredito que estamos nesta vida — e de vida para vida — evoluindo, caminhando para alcançar o equilíbrio. E atingir o verdadeiro equilíbrio significa descobrir nossa essência real. Assim, precisamos perceber que os conceitos recebidos de nossa família, da sociedade como um todo e eventualmente de algumas religiões deixam a desejar, porque pregam valores tradicionais da egopersonalidade que não tem muito a ver com os valores essenciais da alma ou de nossa natureza real. Na maioria das vezes, recebemos conceitos pautados em ideias controladoras ou imposições sobre como sermos corretos ou adequados, não sendo levado em conta o jeito de ser e o ritmo de cada um. Fomos levados a agir de forma massificada, defendendo a imagem do que deveríamos ser ou ter, sem o menor respeito à individualidade. Na maioria das vezes, não fomos treinados para identificar nossos reais sentimentos; pelo contrário, fomos bombardeados com ideias transmitidas sobre como deveríamos pensar e ser, sempre visando a algo externo, pontos de referências que não eram os nossos, mas sim os de um modelo social tradicional impondo modelos de adequação, os quais tiveram início em algum momento da história e se propagam até hoje. Não estou culpando ninguém; aliás, na Gestalt-Terapia e na metafísica nunca se culpa ninguém por nada. Ninguém é exatamente culpado, pois os comportamentos são aprendidos e transmitidos de geração em geração. Nossos pais fizeram o que aprenderam com as famílias deles, que, por sua vez, também receberam os modelos de alguém, e assim por diante, e isso foi o melhor que todos puderam transmitir. O que precisamos rever é justamente o comportamento de repetir um modelo educacional, que sentimos ter sido ruim. E por que o repetimos? Porque é o único modelo que conhecemos. Quantas pessoas afirmam: “Quando tiver meus filhos, não vou fazer com eles o que meus pais fizeram comigo, como, por exemplo, espancá-los.” De forma lamentável, quando menos se percebe, lá está a pessoa agindo exatamente da maneira que mais repudiou, o que é muito comum.

O que precisamos desenvolver é o bom-senso para entender o que foi recebido por nós, os conceitos que nos foram transmitidos, o que isto causou em nós; para resgatarmos a coragem de agir diferente e mudar.

Como afirmei no livro É Tempo de Mudança, o que propiciará essa atitude de enfrentamento será justamente o ponto de saturação, pois apenas quando muito saturadas e infelizes é que as pessoas estarão em condições de fazer algo diferente do que têm feito, para mudar e criar a possibilidade de serem felizes apenas por serem o que são de verdade, o que significa fugir do controle a que fomos submetidos pela nossa formação.

Claro que sempre existiram pessoas que tentaram contestar alguns valores e crenças, mas lamentavelmente quase foram — ou foram mesmo — linchadas. Tudo levava a crer que não se podia fazer nada de contestatório, havendo necessidade de certo conformismo. Até Sigmund Freud, o criador da psicanálise, considerava que “todas as pessoas são neuróticas, e o máximo que conseguem durante suas vidas é entender a neurose e aceitá-la como um fato”. A cura total da neurose era considerada difícil e quase impossível de ser atingida. Ainda bem que os tempos mudam e estamos evoluindo!

Felizmente as linhas mais existencialistas da psicologia já veem o homem com um potencial de força interna, algo perfeito que está lá dentro, sendo que o processo de psicoterapia ajuda na percepção e no resgate desses potenciais essenciais. Alma, essência, self, eu interno e natureza verdadeira são, na realidade, sinônimos que mostram a existência de algo lá no fundo, a parte mais real da pessoa, que precisa entender sua criação, as crenças introjetadas por ela, enfim, compreender o ego — ou a capa que se encontra ao redor da parte mais verdadeira —, resgatando, por meio dessa compreensão, seu verdadeiro eu. Carl Gustav Jung chamava esse processo de individuação, ou seja, o caminho para resgatar o indivíduo verdadeiro dentro de cada um.

De acordo com a física quântica e a metafísica, nós somos uma centelha de Deus. Tudo está interligado; na realidade, não existe espaço no Universo; tudo está devidamente preenchido por algo, que podemos chamar de Deus. Acredito que Deus não está dentro de nós, mas nós estamos dentro Dele. Como escreveu Joseph Murphy: “Nele existo, me movo e tenho meu ser”.

A própria ciência já está constatando que setenta por cento do Universo é composto por algo que os cientistas chamam de nada, e que esse nada tem uma massa considerável. Ou seja, é um nada que existe porque está lá, ocupa um espaço e tem um peso. Não é incrível? Os cientistas ainda chegarão lá! Só falta considerar que esse nada representa Deus, uma vez que o todo está em tudo. O nada é o tão, o grande vazio, e o tao é Deus, como disse Lao-Tsé.

Assim, voltando ao nosso tema, acredito que somos muito maiores do que pensamos ou temos consciência, e estamos aqui para perceber e resgatar isso; logo, não podemos afirmar que a família seja equilibrada, com base no que o real equilíbrio significa de fato. Pelos conceitos taoistas,o equilíbrio está no aqui-e-agora, à medida que estamos totalmente centrados e percebendo se o que estamos fazendo tem a ver com o que estamos sentindo dentro do que a realidade do aqui-e-agora exige.

No livro Em Busca da Cura Emocional, discorri sobre o que chamo de modelo psicoemocional ideal, cujo significado é a capacidade de atender a uma necessidade que temos por meio de uma ação apropriada que atenda a essa necessidade com prazer e conforto, ou seja, com bom senso, que é o uso da capacidade de sentir, não de pensar. Isso é equilíbrio!

Assim, devemos entender que as famílias são compostas por pessoas que também estão caminhando para um equilíbrio e, desse modo, não podemos cobrar delas que nos ensinem o equilíbrio total. Aliás, sinto que, na realidade, os filhos estão ensinando mais aos pais do que o contrário. Espiritualmente falando, é um fato que tudo está certo e nada é por acaso; cada um tem os pais de que precisa, e estes, o filho de que necessitam. Cada um é instrumento do outro. Você não tem controle sobre seus pais aproveitarem ou não o instrumento que você, filho, é para eles aprenderem, mas com certeza é responsável por saber que eles são os instrumentos para você aprender. Por isso, é sempre muito produtivo refletir sobre para que serve ter pais como os seus ou a família que você tem. O que você precisa aprender com eles? O que você pode ensinar a eles? Embora a família, a sociedade e algumas religiões nos passem valores e crenças sobre nós mesmos que mais nos prejudicam do que nos ajudam, lembre-se de que você não é vítima; ninguém é vítima! Tudo serve para evoluirmos e aprendermos, mesmo porque, como já disse, nada acontece por acaso.

Dentro dessa aprendizagem e evolução, devemos perceber que somos muito maiores do que pensamos ou aprendemos sobre nós mesmos. No livro É Tempo de Mudança, falei muito sobre isso, enfocando principalmente o fato de que, para acompanhar as mudanças em nossa vida, precisamos perceber essa grande verdade. Assim, no que se refere ao tema 'relacionamentos', a grande dica para um bom relacionamento, seja consigo mesmo ou com o outro, começa com o autoconhecimento, isto é, por meio da tomada de consciência do que você pensa que é versus o que você é de fato.

Talvez seja necessário enumerar aqui alguns conceitos espirituais — que você já deve saber, mas não custa nada lembrar! — sobre nosso propósito de vida. De vida para vida, vamos assumindo uma coisa chamada carma (Lei de Causa e Efeito), segundo a qual você terá de prestar contas de tudo o que fez. Exemplo: vamos supor que, em algum momento de outra vida, você tenha cometido um ato contra alguém, prejudicando-o em demasia; nesta, você tem a oportunidade de encontrar de novo a pessoa, a fim de harmonizar esse acontecimento.

Devemos entender que nosso espírito tem em si a consciência de Deus, que são as leis divinas. Assim, a própria consciência o atormentará até que você harmonize as coisas que fez. São oportunidades de crescimento, de amadurecimento e de evolução, e todos nós sofremos a ação dessa lei. O que você envia, recebe; o que planta, colhe — é um fato! Basta observarmos isso na realidade prática. Se, por exemplo, você plantar sementes de laranja, colherá laranjas, certo? Você não vai achar que colherá mangas, não é verdade? Ora, se essa lei física funciona assim, então na parte espiritual, emocional e mental o mesmo acontece. “O que é em cima é embaixo”, já dizia Hermes Trimegisto, e isso é verdade.

Há milênios, os taoístas, por intermédio da observação da natureza, também chegaram a essa conclusão. Pare e medite sobre isso, observe suas ações, mesmo no aqui-e-agora, e você poderá perceber quanto de verdade existe nesses enunciados. Observe sua vida e tente sentir o que você precisa aprender ou resgatar no meio em que está vivendo. Observe o que você está atraindo para si. Isso lhe dará um toque sobre sua forma de pensar, sobre seu comportamento interno.

Então, para começar, precisamos entender que nem sempre estamos rodeados por espíritos amigos, principalmente no núcleo familiar. Quem garante que sua mãe ou seu pai, com quem você tem a maior dificuldade de relacionamento, não são inimigos espirituais? Quem garante que você não foi inimigo deles e, enfim, estão aqui hoje com o propósito de se entenderem?

Certa vez, perguntei ao mestre Sham (mentor que direciona as atividades da Fraternidade Shamshara) qual a melhor maneira de trabalhar o carma com alguém, e ele respondeu: “A melhor maneira de trabalhar um carma seu com uma determinada pessoa é você procurar aceitá-la como ela é, respeitando-a por isso, sem tentar modificá-la, não se importando nem se deixando atingir pelo fato de ela ser como é. O dia em que isso acontecer, seu carma com ela estará finalizado”.

Achei isso fantástico! E é um fato, pelo que tenho percebido e estudado. Assim, precisamos entender que ninguém é vítima. Tudo bem que esquecemos o que fizemos ou o que nos fizeram em outras existências, o que é muito sábio por parte da vida, pois, se já é difícil resolver ressentimentos desta vida, imagine se lembrássemos de tudo de outras épocas. Seria um verdadeiro inferno! Porém, é muito interessante você se perguntar diante de uma situação complicada: “O que tenho de aprender ou resgatar com isso, com essa pessoa e com esses fatos?” Posso garantir que, no dia em que entender o que tem de aprender, você terá, sem dúvida, vencido essa questão e evoluído com esse fato.

É preciso entender que, se você está passando por uma situação, sua alma sabe que você tem capacidade para lidar com ela, pois do contrário não estaria aqui. Não somos vítimas. Somos nós que escolhemos o tipo de vida que teremos, a família ou núcleo que nos receberá, o que precisamos trabalhar na vida atual, etc, e é quando estamos no astral que fazemos essa escolha, pois estamos sendo amparados pelos espíritos e temos maior lucidez e consciência sobre nosso próximo propósito de vida. Assumir tudo isso já é um início de trabalho, o qual vai lhe dar coragem para começar a se conhecer e assumir cem por cento de responsabilidade por si mesmo, bem como diminuir seu sofrimento e revolta, o que implica não se sentir vítima, em hipótese alguma.

Com certeza, a primeira atitude em direção ao nosso autoconhecimento é aceitar, cem por cento, a responsabilidade por nossa vida e pelo nosso comportamento. É claro que a formação que tivemos foi importante no que se refere aos conceitos que introjetamos. Fomos crianças vulneráveis e estivemos na mão de nossa família e da sociedade, que nos incutiram várias ideias, valores e maneiras de ser, e tudo isso faz parte das crenças que adquirimos sobre nós mesmos, inclusive a ilusão de dependência, sobre a qual falarei em capítulo à parte.

Acreditamos que éramos dependentes, e isso foi real, em nossa infância, durante certo tempo. Porém, hoje, somos adultos, e por isso mesmo temos de perceber que não somos dependentes de nada ou de ninguém, em nível real, e também precisamos nos dar o direito de questionar as ideias e os valores recebidos, para fazer valer o direito de sermos o que somos — indivíduos únicos, de fato.

À medida que assumimos a responsabilidade pela maneira como nos sentimos, podemos resgatar nosso grande poder de fazer opções. Temos nosso livre-arbítrio, mas às vezes nos esquecemos de usá-lo, justamente porque nos sentimos vítimas de situações e de pessoas. E não é bem assim, porque não são as circunstâncias ou as condições que formam o problema, mas nossa reação a elas.

Enquanto culparmos alguém ou alguma coisa pelo que quer que tenha acontecido ou esteja acontecendo, enquanto culparmos alguém pela maneira como nos sentimos, estaremos nos vitimizando, nos acovardando, não querendo assumir responsabilidades por nós mesmos e muito menos querendo encontrar soluções para nossos problemas. Culpar alguém pelos seus problemas é criar obstáculos ao seu próprio crescimento, e essa é a essência da dependência emocional. Você acha que a culpa é do outro, então depende dele e só vai melhorar quando ele mudar. E se ele não quiser mudar? E se não quiser entender o seu problema? É um fato que você não tem controle sobre o outro, então o que fará? Vai ficar chorando, esperando que ele faça algo, que o reconheça ou mude? Terrível essa situação, não? Por incrível que pareça, tal situação de espera gera uma grande ansiedade e cria um terrível mal-estar. E, para variar, esse mal-estar só está querendo informá-lo de que você está se sentindo assim por conta de sua linha de pensamentos, da postura que está tendo e das opções que está deixando de considerar.

• Lembre-se •

O que você sente está relacionado com o que pensa. Veja, isso é uma lei. Fique atento para esse fato!

E o que a pessoa tem de fazer para sair dessa neurose? Aceitar o outro como ele é, perguntar-se o que, afinal, quer e pode fazer, de acordo com sua própria vontade e possibilidades, assumindo realmente a responsabilidade pelo seu próprio bem-estar, o que não é obrigação do outro, mas da própria pessoa.

Às vezes, passamos mais tempo culpando alguém do que fazendo o que precisa ser feito. Veja que culpar os outros é caminhar para trás; pelo contrário, quando assume a responsabilidade por si mesmo, você avança e se torna mais forte. Sua autorresponsabilidade torna-o mais forte, na proporção direta à eliminação de suas emoções negativas e vitimistas.

Cada vez que surgir uma emoção negativa ou vitimista, afaste-a dizendo: “Sou responsável pelo que sinto”, “Sou responsável pelas minhas opções”. No momento exato em que parar de dar desculpas para si mesmo, você estará de posse de suas habilidades reais para fazer algo por si próprio, estará mais consciente do seu poder de escolha e de se dar alternativas.

É interessante perceber que responsabilidade e coragem andam lado a lado. Se você teme alguma coisa, ouse dirigir-se para a situação que está motivando o temor. Apenas fazendo o que precisa ser feito é que a coragem de que precisamos vai se desenvolver. E a coragem surge quando se vivência a coisa que nos preocupa. Ela não é a ausência do medo, mas sim a sabedoria de agir apesar dele. Lembre-se de que ter coragem é fazer o que se receia, e não haverá coragem a menos que se tenha medo. Perceber o medo e aceitá-lo sem deixar-se paralisar, tendo a ousadia de enfrentá-lo, é ser SENHOR de si mesmo, é estar de posse do seu poder.

O desejo de fazer, de assumir que, se não fizermos o que precisa ser feito, ninguém o fará por nós, cria a coragem para seguirmos adiante, e precisamos começar a fazer, pois isso criará a capacidade que aumentará a confiança e a própria coragem.

É por isso que reafirmo que o encontro verdadeiro com o outro começa com o encontro consigo mesmo, a partir da ideia de responsabilidade cem por cento por si próprio. Pelo outro, você não tem responsabilidade nenhuma, pois cada um é responsável por si. Dentro de um relacionamento, seja lá de que ordem for, você tem cinquenta por cento de responsabilidade, porque sua parte só poderá ser feita por você, e a parte do outro, apenas por ele mesmo.

Relacionamento envolve duas pessoas, e para que ele seja bom cada um necessita fazer sua parte, precisa haver troca, pois, do contrário, não há encontro, não há relacionamento verdadeiro. Aliás, um relacionamento esgota quando não existe troca. Ele não pode ser unilateral, em que apenas um dá e nunca recebe. Isso não existe na natureza, onde em tudo existem trocas. Por exemplo: digamos que você plante uma semente num vaso. Para que ela germine, floresça e se desenvolva, você precisa cuidar dela, colocando água no recipiente, pondo, eventualmente, nutrientes etc. Experimente nunca colocar água no vaso. Será que a semente vai nascer e se desenvolver? Não, é claro! O mesmo acontece com o relacionamento: ele precisa de trocas, de feedbacks, de diálogo, de compreensão, de presença, senão não existe um relacionamento, mesmo que seja de você para si mesmo, onde a lei é a mesma.

Na Gestalt-Terapia, temos a oração da Gestalt, que você lerá a seguir. Essa oração elucida os conceitos de responsabilidade, de não expectativa. Aliás, a expectativa existe quando há sacrifício numa relação. A regrinha psicológica é:

Sacrifício gera expectativa, que gera cobrança, que gera briga.

Assim, se você quiser parar de brigar, reveja os sacrifícios que vem fazendo. Não adianta dizer que os faz sem esperar nada. Isso não é verdade, a não ser que o fazer seja o mais absolutamente espontâneo e reflita sua verdadeira vontade; caso contrário, haverá expectativa, sim, porque expectativa é defesa psicológica perante o ato de sacrificar-se.



ORAÇÃO DA GESTALT
Eu sou eu
e você é você.
Faço as minhas coisas
e você faz as suas.
Não estou neste mundo para atender as suas expectativas
e você não está aqui para atender às minhas.
Eu sou eu
e você é você.
E, se por acaso nos encontramos, é lindo.
Senão, não há nada a fazer.


A Gestalt-Terapia é uma linha de psicoterapia criada pelo alemão Frederic Perls (1895-1970) e tem dois princípios muito importantes: a necessidade de assumir responsabilidade e a consciência do aqui e agora. Já ouvi pessoas dizerem que a oração da Gestalt é fria. De fato, pode até parecer fria, porém é tão verdadeira!


Mas como saber se um relacionamento dará certo ou não? Não temos como saber, não existem garantias. Atendo pessoas que querem se casar para saber como é a vida de casado, e casados que querem se separar porque não aguentam a vida a dois. Porém, sinto que conseguir um bom relacionamento é o desejo de todos. Para fazermos uma boa tentativa, podemos começar a trabalhar em nós mesmos a autenticidade. O que não vale, ao final de um relacionamento, é ficar colocando a culpa no outro. Afinal, considere: você atrai aquilo pelo que está vibrando, e tudo acontece para que você aprenda algo. Assim, por favor, não fique se lamentando; pondere, reflita em suas atitudes o que atraiu 'o abacaxi' para você e considere que, se aprendeu com o que vivenciou, você poderá mudar suas atitudes e aí, sim, atrair algo bem melhor. Não acha que vale a pena tentar?


Para que você se encontre de fato com alguém, é preciso encontrar-se primeiro consigo mesmo. Também, o encontro real acontece quando há espaço e liberdade para sermos nós mesmos. Apenas quando você se amar de verdade poderá amar o outro da mesma forma. Apenas quando você se der liberdade poderá dar liberdade ao outro. Apenas quando você confiar em si mesmo poderá confiar no outro.


Entenda confiar como respeito. Respeitar o outro não significa fazer o que ele quer, na hora que quer ou do jeito que quer. Não, isso é mimo! Respeitar o outro significa aceitá-lo como ele é. Apenas quando você se respeitar como é poderá respeitar o outro como ele é, e só por isso já vemos que não há encontro na maioria dos nossos relacionamentos. O encontro também impõe troca. É uma questão de dar e receber, de biofeedback.


Todo mundo sabe como é chata aquela pessoa carente, que fica o tempo todo querendo que o outro dê isso, faça aquilo, apenas para que ela se sinta a mais lindinha, a mais gracinha, a mais amada etc. Já ouvi absurdos do tipo: “Ele me dá muita liberdade; acho que no fundo não me ama”. A maioria das pessoas acha que um relacionamento impõe simbiose, ou seja, que duas pessoas sejam iguais, façam tudo junto, do mesmo jeito, gostem das mesmas coisas. Gente, isso é absurdo! Já que não existem duas pessoas iguais, como se pode querer que exista afinidade tão grande? Isso é neurose!


O que atrapalha um encontro? O que atrapalha um relacionamento? Dependência emocional, insegurança, carência emocional, ciúme, excesso de timidez, dificuldade de expressão, jogos de expectativa e cobranças, jogos de poder — tudo isso atrapalha um bom relacionamento, seja ele qual for: entre amigos, cônjuges, namorados, irmãos, amigos dentro de um time, de uma empresa, na religião. Afinal, onde quer que você vá, você se leva junto, não é mesmo? Você se leva e também leva suas neuroses como consequência de sua insegurança, de falta de confiança e de autoconhecimento.


Fonte: Livro “A Essência do Encontro” de Lourdes Possatto

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A CASA DO AMOR (pps)


Belos slides nos ensinando a lição do amor:



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DES-APRENDER





Maribel Belaval
 



 

Em um workshop aprendi uma nova definição de sabedoria: usar nossa inteligência cognitiva para desaprender conceitos limitantes de quem somos. Quando desejamos algo diferente em nossas vidas, em algum momento do caminho ao êxito surge a pergunta: o que nos pode deter?

A resposta é simples: repetir automaticamente esquemas mentais, crenças e paradigmas que aprendemos, que estão obsoletos e nunca questionamos. Alguns exemplos são:

- que difícil;

- não se pode;

- não vale a pena tentar;

- eu sou assim;

- não há nada para fazer.

Em outras palavras: nossa maior resistência às mudanças são nossos hábitos de pensamentos e suas consequências debilitantes em sentimentos de impotência e drenagem energética.

Investigações neurocientíficas do novo milênio nos trouxeram a boa nova da plasticidade do cérebro humano. O cérebro é um órgão dinâmico, em permanente relação, sensível às mudanças. Pode criar novas conexões com uma atividade mental diferente, que modifica as anteriores. Tem a capacidade de se renovar e facilitar a adaptação às novas tarefas e exigências ambientais.

As mudanças começam em nosso interior quando modificamos a qualidade de nossos pensamentos. As novas ideias vão criando novas conexões cerebrais. Com a prática, se convertem em esquemas mentais positivos, com consequências anímicas como a esperança, a alegria, a paz e a satisfação. Isto acontece ao longo de toda a vida; nunca é tarde para aprender!

Outra boa noticia é que não temos que brigar com o velho ego psicológico, mas observá-lo sem julgamento, com empatia. Reconhecemos que é um produto "não acabado" em constante evolução consciente. Com vontade, podemos mudar esses hábitos depreciativos da autoestima baixa. Foram obtidos em situações de vulnerabilidade e imaturidade emocional. São passageiros e não definem nosso ser!

Abandonar o piloto automático e refletir com pensamentos mais amorosos, ativa circuitos mentais relacionados com a sensação de segurança e autoestima. Usar a força mental para seguir buscando os porquês da infelicidade não é a melhor opção. Busquemos ajuda profissional quando nos sintamos fixados no passado.

Algumas crenças, paradigmas e pensamentos que podemos desaprender:

- Os "deverias" da sociedade são absolutos. É melhor criar nossa identidade única, livre de imposições, etiquetas e padrões que reduzem a autenticidade.

- Devemos ser fortes e reprimir as emoções. É melhor senti-las e usá-las de guias para o desenvolvimento pessoal.

- Desconfiar, para não ter que lamentar. É melhor ter confiança em si mesmo para o desenvolvimento do caráter e confiança nos demais, para que tenhamos relações saudáveis.

- O amor é sacrifício. É melhor experimentar o amor como a máxima liberdade do ser, para evitar o desgaste da obrigação sem sentido.

- Os culpados não merecem uma nova oportunidade. É melhor reconhecer que o perdão começa em nós, para nós mesmos. Todos têm o direito de se equivocar e aprender lições de vida.

- A religião é o mesmo que espiritualidade. É melhor entender que todos somos seres espirituais que expressamos essa realidade, em diferentes religiões.

- A vida é trabalhar e cumprir com as obrigações familiares e profissionais. É melhor apreciar a vida como uma aventura humano-divina, onde somos cocriadores, com nossas intenções.

- Viemos ao mundo para passar por um vale de lágrimas. É melhor pensar que o propósito de nossas vidas é amar e superar a dor a partir dessa força vital do amor, que tem o poder de nos renovar a cada dia.

É possível reprogramar nosso cérebro com conexões mais positivas, que sendo repetidas, se convertam em hábitos permanentes de vida saudável e feliz. A atividade mental modifica o cérebro e nos conduz à sabedoria de como viver com paixão essa nossa experiência de vida.

QUAIS AS LIMITAÇÕES APRENDIDAS, HOJE VOCÊ ESCOLHE DES-APRENDER?

Tradução para o português: Eleonôra

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Nas eSéries anteriores, falamos de que tudo é energia, do corpo de luz e da parábola da lagoa. Em outras palavras, de como nosso campo eletromagnético se polui inconscientemente de carga emocional negativa e contrações energéticas.

O que mantêm fortes e sólidas estas contrações é o estado de negação, com a conseqüente resistência de sentir as emoções negativas.

Quando nos convertemos em adultos civilizados, tendemos a esquecer que devemos dar tempo a nosso sistema orgânico, para que processe a dor ou o incômodo de maneira natural. Os adultos se converteram em especialistas na arte de resistir ao incômodo ou de "tentar erradicá-lo" e, sobretudo, perdemos a habilidade de transformá-lo.

Se quisermos recobrar o campo energético fresco, amoroso e de gozo que tínhamos quando crianças, devemos desaprender o que aprendemos, voltar ao princípio, e estabelecer novos hábitos para tratar com as emoções incomodas e com a dor.

Este é um exercício para fazer quando NÃO nos sentimos bem. Imprima-o e o tenha a mão para quando necessitar.

Exercício #4 - Como transformar o sofrimento em plenitude
Sinta a dor física ou o desassossego emocional que podem estar presentes em você neste momento. Pode também pensar em uma experiência do passado que o deixou abatido e que ainda o afeta. Permita que se manifeste com toda sua força no campo de suas lembranças.

Escute o diálogo interno que surge; permita qualquer pensamento que apareça.
Observe o hábito de sua mente de evitar o incômodo por meio da análise ou contando histórias. Preste atenção a seu corpo e suas sensações.

Mantenha, dentro do possível, as sensações e sentimentos tal qual são. Preste atenção na parte do corpo onde experimenta a sensação. Permita que seu corpo processe essas energias, sentindo-as enquanto você é testemunha do processo.

Observe o que faz seu corpo (qualquer sensação ou sentimento interno, qualquer pensamento associado, etc.) sem tratar de controlá-lo.

O corpo de dor geralmente tem várias camadas profundas e grossas de força vital contraída.

É possível que experimente ondas de sentimentos ou sensações intensas que se alternam com períodos de calma e relaxamento.

Deixe que o efeito pêndulo atue todas as vezes que seja necessário. Você pode ir do incômodo ao prazer. Tenha fé na inteligência natural de seu corpo.

Você não é nem um extremo nem o outro do pêndulo, mas o ponto neutro que permite que o pêndulo exista. Você é o que testemunha e observa.

O que acabamos de dizer pode lhe tomar de uns poucos minutos a uma meia hora ou mais. Quando tiver penetrado no corpo de dor, tome um tempo a sós para integrar o que experimentou. Pode deitar no chão ou na cama por uns instantes, e logo escrever suas experiências em um caderno. Para transformar as contrações de energia que chamamos "dor", temos que ter atenção e presença. Quando prestamos atenção àquilo que percebemos como incômodo ou dor, podemos nos tornar muito mais conscientes das sensações e sentimentos, tanto como de nossos padrões de pensamento e das crenças que os alimentam. Deste lugar podemos começar a desenredá-los. Este é um processo extremamente simples, ainda que pareça difícil a princípio, em parte pela falta de prática, mas ainda mais porque fomos treinados para julgar, resistir e lutar contra o que é incômodo ou doloroso.

Em consciência e cura,

Luis Diaz

http://www.cellularmemory.org/signup_eseries_spanish.html

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A PARÁBOLA DA LAGOA - eSéries #3



Na eSéries anterior, falei a você sobre o poder que possui de conectar-se com o seu desenho original: o seu Corpo de Luz. Prometi que começaria a revelar os obstáculos que nos impedem de viver nossas vidas a partir desse lugar. Para fazer isso, primeiro vou lhe contar uma história.

A Parábola da Lagoa

“Era uma vez uma grande lagoa que secou sem nenhuma razão aparente. Era a lagoa mais bonita do parque e todos estavam muito orgulhosos dela. Ao seu redor havia grandes pedras e muitas flores. Os gansos e patos criavam seus filhotes enquanto compartilhavam o lugar com uma quantidade de pássaros e peixes multicoloridos.

Os pais levavam seus filhos na lagoa e permaneciam ali por várias horas, desfrutando dos perfumes, dos sons e da paisagem. Ninguém sabe realmente o que aconteceu, mas em poucos meses, as águas se tornaram escuras e pestilentas e gradualmente já não havia mais vida na lagoa. Todos os peixes morreram e os pássaros se foram, certamente buscando um ambiente mais sadio. As autoridades encarregadas do parque estavam muito confusas, sem saber o que fazer e decidiram pedir a ajuda dos especialistas.

Logo depois de estudar profundamente a situação, o primeiro especialista disse: "se conseguirmos trazer água fresca do manancial próximo, em poucos meses teremos as águas renovadas e a vida começará a voltar à lagoa".

O outro especialista pensou por um momento e coçando a cabeça disse: "Não acredito que isso resolva a situação. Não sabemos a causa do problema. Pode haver contaminação proveniente de diferentes fontes: águas poluídas, produtos químicos, vá saber... O que matou a vida na lagoa, voltará a fazê-lo se não detivermos a causa. Sugiro investigar a composição da água para encontrar a causa da poluição. Talvez necessitemos desocupar a lagoa, corrigir a origem de a toxicidade e então voltar a enchê-la com água limpa e fresca. Pode ser mais trabalhoso, tomará mais tempo mas resolverá o problema de uma vez por todas.

Esse é o meu conselho".

Essa é a história. E qual conselho você seguirá?

Sempre faço esta pergunta nos eventos que ofereço e, de forma unânime, as pessoas escolhem a segunda opção. E estou de acordo com elas. Ainda que possa parecer mais trabalhosa a princípio, a longo prazo será a mais proveitosa.

Na última eSérie, mencionamos que o Corpo de Luz se converte em corpo de dor por diversas razões. Em CMR, temos muita informação sobre esse fenômeno que Eckhart Tolle, o autor de "O Poder do Agora", chama corpo de dor. Mas neste caso, o que chamamos de corpo de dor está representado pela lagoa poluída, ou seja, é a toxicidade acumulada dentro de nós que, lhes asseguro, quando a limpamos, faz-nos sentir muito melhor. Entretanto, em minha experiência, isto não será suficiente se queremos uma lagoa saudável todo o tempo. Em primeiro lugar, devemos também soltar os padrões de pensamento associados às crenças que deram origem a dor. Estes padrões são a fonte da poluição que matou por completo a vida da lagoa nesta história.

Liberar-se dos bloqueios emocionais sem mudar as crenças que criam a dor, é como drenar as águas tóxicas de um lado da lagoa, enquanto, no outro lado, mais águas tóxicas seguem chegando. Isto pode ser um trabalho sem fim para algumas pessoas. Na minha experiência com CMR, aprendi que há duas coisas que são necessárias e complementares na cura emocional e física:

1. Drenar a lagoa liberando o corpo de dor e
2. Encontrar as crenças tóxicas que criam a poluição em nossa vida através da investigação consciente.

Aquilo em que acreditamos e do que estamos convencidos, gera sentimentos dentro de nós, e esses sentimentos disparam nossas reações inconscientes que se tornam hábitos e comportamentos de vida. Há crenças que geram comportamentos que nunca gostaríamos de mudar, como desfrutar do ser amoroso. Por outro lado, as crenças tóxicas inexploradas são a fonte principal da poluição que despercebidamente mata a vida dentro de nós e cria os bloqueios energéticos que dão forma ao corpo de dor.
Por exemplo, falemos de uma das crenças com a qual a maioria dos adultos civilizados precisam lidar hoje em dia:

"Não mereço".

Você que está lendo, conhece alguém que tenha esta crença?

Eu a tive por quase metade da minha vida. Este é um pensamento tóxico que, quanto mais acreditamos, mais nos sentimos tristes, assustados, sós ou frustrados. Como resultado, um indesejado comportamento de auto-exclusão e timidez nos envolve. Em outras pessoas, o mesmo pensamento pode criar ressentimento e uma incontrolável necessidade de "provar a mim mesmo", comportando-se de maneira irritável ou autoritária. Podemos ver esta versão em pessoas que possuem outros sob seus cuidados, como pais, professores, gerentes ou governantes. Conhece alguém assim?

Claro que sim. Eu conheço vários.

A repetição de sentimentos negativos e de comportamentos incômodos afetam nosso campo eletromagnético com camadas de carga emocional negativa. O acúmulo desta carga é a fonte criadora das contraturas no corpo de dor.

Ao mesmo tempo, este corpo de dor estimula nossas mentes e o diálogo interno dispara. É o que chamamos "conversa interior"; uma voz que nos diz como é a vida e o que deveria fazer com base nas experiências passadas.

Devido ao fato de que o corpo de dor possui seu próprio modo de perceber a vida, distorce o que vemos e acabamos não vendo mais o que realmente acontece.

Vemos através das lentes coloridas de dor acumulada dentro de nós! Soa conhecido?

Bem, é suficiente a teoria por agora, chegou o momento de praticar tudo isto.
Recorde: a CONSCIÊNCIA é o primeiro passo para uma mudança real. Sem consciência, todas as mudanças acontecem simplesmente na imaginação.

Exercício – Tornando-nos conscientes dos padrões que criam sofrimento em nossas vidas

Dê um momento para você mesmo e respire profundamente duas ou três vezes.

Expire com um som.

Agora, examine uma por uma,
as áreas mais importantes de sua vida.
Dê-se um tempo.

Escolha o que lhe causa mais incômodo neste momento:
-Suas relações familiares
-Suas relações íntimas
-Suas amizades
-Sua saúde
-Suas finanças
-Sua carreira e sua profissão
-Seu propósito e significado de vida
-Sua espiritualidade

Qual o hábito indesejável ou padrão de comportamento você nota que é o mais importante nessa área?
Escolha somente um, por favor.
Pense de que maneira este padrão afeta sua vida.

Como isto afeta sua vida e daqueles que você mais quer? Como você se sente quando pensa sobre isto?

Onde você sente em seu corpo? Como sente?

Ao fazer este exercício, está simplesmente re-coletando informação para expandir sua consciência.

Escreva em um caderno o que surgir. Não julgue o que escreve. Simplesmente deixe sair como se estivesse criando espaço livre dentro de você.


Tornar-se consciente dos padrões tóxicos, é o PRIMEIRO PASSO para que qualquer mudança possa ocorrer. Sem dar-se conta, não há nenhuma possibilidade de mudança.

Continuaremos aprofundando sobre o padrão que você escolheu nas próximas eSéries. Esmas que lo estés disfrutandoestés disfrutando.

Em conciência e cura,

Luis Diaz



http://www.cellularmemory.org/signup_eseries_spanish.html



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SABER AMAR



Recebi este maravilhoso PPS da amiga Jani. Achei tão repleto de grandes ensinamentos (além das belas imagens), que não poderia me furtar a compartilhá-lo com vocês.

Trata do grande aprendizado do amor.

A Escola do Amor faz parte da Grande Escola da Vida, na qual todos estamos matriculados. Alguns tem um bom aproveitamento e um aprendizado rápido, formando-se com louvor. Talvez já tenham repetido de ano várias vezes e hoje já começam a tirar de letra esta difícil disciplina. Estão começando a aprender a amar, a perdoar, a aceitar o outro de uma forma mais plena, com menos julgamentos.

Outros, entretanto, ainda novatos, estão na batalha, ainda na fase das inúmeras recuperações e repetências.

Sem sombra de dúvida é uma das escolas mais difíceis. O seu conteúdo é bastante árduo e sofrido.

Mas a Terra, palco desta grande Escola, está passando por um momento muito especial, onde a oportunidade para expandir suas consciências e aprender está sendo dada a muitos. Vamos, portanto, aproveitar este momento especial e nos esmerarmos em nossos estudos. Vamos redobrar os nossos esforços. Vamos buscar, cada vez mais, o amor incondicional, a compaixão por nossos semelhantes, o não-julgamento.

As tarefas que recebemos para este aprendizado às vezes são árduas, mas a vitória sobre elas possui um sabor muito especial: é a sensação de plenitude e de conexão com Tudo O Que É, é a sensação de não mais estar só, é a sensação de fazer parte do Planeta, da Natureza e de tudo o que nela vive. É a consciência de fazer parte do Divino, novamente reestabelecida!

ELEONÔRA



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O CORPO DE LUZ - eSéries #2



Na Esérie #1 falamos que todos somos partes de um universo de energia.

Compartilhamos um exercício para que descobrissem isto por vocês mesmos e em seu próprio corpo. Recebi muitos emails de pessoas contando suas experiências e perguntando o que mais podem fazer para aprofundar este trabalho.

Desta vez vamos tentar fazer justamente isso: aprofundar o tema ‘O Corpo de Luz’.

Por natureza somos um Corpo de Luz.

O Corpo de Luz é a energia básica e fundamental que nos criou e que nos dá a vida. Representa amor, conexão, otimismo, confiança, entusiasmo e uma infinita sensação de liberdade. É uma força que flui com a vida e não contra ela. E a boa notícia é que é abundante!

O Corpo de Luz é o que regula:

• o ciclo das estações;
• o movimento de nosso planeta;
• a irrefutável ordem do universo;
• os batimentos de nosso coração e nossa respiração;
• os processos que curam e mantêm nosso corpo vivo e funcionando.

Quando esta energia que chamamos "corpo de luz" flui livremente, sem obstruções, por todo nosso sistema mente-corpo, temos acesso à saúde e ao bem-estar. E o melhor, você já a experimentou. Sentimos o Corpo de Luz quando, simplesmente, desfrutamos algo; quando sentimos paz e calma, sem nenhum motivo especial; quando sentimos amor. O Corpo de Luz ama, compartilha, brinca, dança, cria, aprecia, se conecta e desfruta da música, das crianças, da tranqüilidade, da natureza e dos animais.

Quando olhamos os olhos inocentes dos bebês, podemos nos conectar com o que realmente somos na profundidade de nosso ser, muito abaixo das camadas de energia contraídas, geradas por experiências de dor do passado. Se você passa um tempo olhando para os bebês, ou em contato com a natureza ou com os animais, e se você fica consciente do que está se passando em seu corpo, terá uma idéia mais clara do que é o seu Corpo de Luz. Notará que quando a personalidade (ou a imagem de si) não está presente, não há resistência ao momento atual, e as coisas fluem. Então, o Corpo de Luz se manifesta, e essa manifestação sempre é vivida como uma bênção. A expressão "corpo de luz" descreve o que existe abaixo do corpo de dor ou, para ser mais exato, se encontra cronologicamente antes dele. Quanto menor é o corpo de dor em um dado momento, maior é o Corpo de Luz que experimentamos. Não só os bebês o experimentam. Nós, os adultos, temos muitas oportunidades de sentir o Corpo de Luz como verão abaixo:

Aqui seguem três exemplos:

• Um músico pode experimentá-lo enquanto compõe uma melodia ou toca uma peça. Nesse caso, a melodia flui através dele como se não houvesse ninguém mais e a música simplesmente estivesse "tocando".
• Alguns desportistas experimentam este fluxo quando sentem que o jogo flui através deles, sem nenhum esforço nem preocupação.
• Um casal pode experimentar o Corpo de Luz quando, por um instante, esquecem todo o conceito ou sentimento de separação e nenhum dos dois sabe onde termina seu corpo e começa o do outro.

Mas o Corpo de Luz não é uma peça musical, um jogo desportivo, ou um amante. Sua freqüência vibratória, a diferença do corpo de dor, não pode ser provocada por um estímulo exterior. O Corpo de Luz é a matriz básica do nosso desenho humano, e como tal, não pode perder-se ou ser destruído.

Como disse um velho amigo, há 2000 anos: "Afirmo-lhes que, se vocês não mudarem ou não se tornarem como crianças, não entrarão no Reino dos Céus" (Mateus, 18:3).
Não é surpresa que os sábios e mestres antigos sempre tenham elogiado a inocência das crianças e a tenham tomado como referência para o trabalho interior e para o desenvolvimento da consciência.

Ainda indefesos, sem cabelos e estando nus, os bebês são seres felizes e livres, muito próximos à manifestação pura do Corpo de Luz. O sistema corpo-mente de um recém nascido é altamente sensitivo e receptivo. Sua vida está dedicada principalmente a absorver experiências novas e, como uma esponja, aberta ao que a vida lhe oferece a cada momento. Em um momento é completamente feliz e cinco segundos mais tarde está chorando inconsolável. Entretanto, qualquer coisa que surja, "bons" ou "maus" sentimentos, são sentidos e reconhecidos como sagrados, porque não há julgamentos. Eles são mestres no que se refere a sentir e permitir seus sentimentos.

Exercício – Façamos a conexão com o Corpo de Luz
Escolha um momento em que possa estar relaxado e possa estar em silêncio. Feche seus olhos e imagine um lugar na natureza em que se sinta como em casa. Pode ser um lugar que você lembre ou um lugar imaginário. Visualize-se estando só nesse lugar, sem ter que fazer nada, e sem que haja ninguém com quem falar. Respire lentamente. Faça uma lista dos sons que há no lugar, dos aromas e da atmosfera que o cerca.

Traga a sua atenção para o seu corpo.

Como sente o seu corpo nesse lugar? Como está a sua mente?

Respire lentamente e desfrute do lugar.

Fique ali por um momento. Desfrute o tempo.

Não há pressa...

Agora, observe se experimentou o Corpo de Luz.

Como você sabe?

Busque qualquer sensação de paz, amor, gozo, liberdade, leveza ou amplitude. Se as sentir, é provável que você tenha começado a lembrar do seu verdadeiro ser.

Desejo que tenha desfrutado. Na próxima eSérie, exploraremos os diferentes fatores que afetam nossa conexão com nosso Corpo de Luz e impedem que experimentemos bem-estar em nossas vidas. Também aprenderemos vários métodos para modificar a situação e retornar ao nosso desenho original.

Em consciência e cura,

Luis Diaz

Site: CMR - Liberación de la Memoria Celular

Tradução para o português: Eleonôra

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A OPÇÃO DE SER FELIZ




A opção de ser feliz é totalmente nossa.
Mesmo em meio a uma tempestade podemos ser felizes, olhando-a com um sorriso, admirando-a e aprendendo alguma coisa, que com certeza, fará um diferencial em nossas vidas.

Mesmo em meio ao tumulto de certas situações cotidianas, podemos encontrar a Paz, através do entendimento de que tudo é adequado e de que o Universo - ou o Divino - sempre organiza tudo dentro de um processo de sincronicidade. Se algo ocorre em nossas vidas, mesmo que no momento imaginemos que possa ser inadequado, o tempo mostrará que havia uma razão maior para que aquilo acontecesse.

Nada acontece por acaso. Tudo tem como objetivo um Bem Maior.

E a confiança nesta verdade, faz com que a nossa atitude passe a ser de entrega, uma entrega que nos leva à Paz e à Felicidade.

A opção de Ser Feliz permite-nos caminhar através dos acontecimentos com tranqüilidade, mantendo sempre a Alegria no coração. A opção de Ser Feliz é o resultado de um Amor Maior por nós mesmos. Quanto mais nos amamos, menos nos deixamos levar pelas energias mais densas que possam estar a nossa volta, menos somos influenciados pelas circunstâncias do dia a dia. Quanto mais nos amamos, mais força teremos para buscar a imersão na Paz, na Alegria e na Harmonia.

Isto se torna real até mesmo no nível do Bem Estar e da Saúde Física. Sabemos que o estresse, a tristeza, a raiva, enfim, quaisquer sentimentos desarmônicos trazem desequilíbrios a nossa saúde física e emocional. E é obvio que, se dedicamos a nós mesmos um amor incondicional, também estaremos desejando viver com total Saúde e Bem Estar, em todos os aspectos.

E como conseguir isto?

Tentemos perceber as escolhas que estamos fazendo. Estamos utilizando todo o nosso Poder Pessoal e Divino, concedido a nós, como partes que somos de Tudo O Que É (de Deus, do Divino, da Divindade ou do Universo)? Ou estamos permitindo que as circunstâncias nos manipulem? Ou estamos entregando o nosso Poder ao outro?

Os atributos Divinos, que fazem parte de nós e estão presentes no nosso DNA, são o Poder, o Amor e a Sabedoria. Eles passam a se tornar ativos, na medida em que nos tornamos conscientes que eles existem dentro de nós. Como atributos Divinos, eles não têm nada a ver com o poder, a sabedoria e o amor egóicos, que estão sempre acompanhados de manipulação, de competitividade, de domínio.

O Poder, o Amor e a Sabedoria Divinos embora tenham a ver diretamente com a nossa evolução pessoal, tem a ver também com o bem coletivo, ou seja: com o nosso crescimento, com a nossa evolução, com o desenvolvimento do Amor por nós mesmos, do nosso Poder e Sabedoria, estaremos mais aptos a interagir com o próximo, com Compaixão e Amor e estaremos colaborando com a Paz do nosso amado Planeta.

Portanto, esteja sempre totalmente presente dentro de você mesmo, observando-se a cada momento.

Você está utilizando com consciência os seus atributos Divinos? A sua opção, neste momento, está sendo a de Ser Feliz?

Você não está aqui e agora, nesta Vida, por acaso. A sua presença é, justamente, para aprender a Ser Feliz. E isto se torna verdade a partir do momento em que você passa a Amar-se de forma Incondicional, a aceitar-se plenamente e a sentir que, para você, a pessoa mais importante é você mesmo. O seu próprio Poder Pessoal e Divino não deve ser entregue, de forma alguma, a ninguém. Só você é Dono do seu Destino, da Sua Vida!

Ame-se e aprenderá a Amar a Tudo e a Todos que o cercam! Ame-se e aprenderá a aceitar e a conviver com o outro de forma incondicional! Ame-se e aprenderá a viver em Paz, com Alegria e Felicidade! Ame-se e se aceite e verá como aprenderá a tolerar e aceitar o outro, sem tantos julgamentos!

Seja Feliz, incondicionalmente!!!!

Um grande beijo no coração

ELEONÔRA




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A VIDA É COMO UM FILME




"Este assim chamado universo é como um show de ilusionismo, um filme. Para ser feliz, olhe para ele dessa forma"

Se você está infeliz, você tomou a vida muito seriamente. E não tente achar algum jeito de como ser feliz. Apenas mude a sua atitude. Você não pode ser feliz com uma mente séria. Com uma mente festiva, você pode ser feliz. Tome toda esta vida como um mito, como uma história. Ela é uma história, mas uma vez que você a toma dessa maneira, você não será infeliz. A infelicidade vem da extrema seriedade. Tente por sete dias lembrar somente de uma coisa, que o mundo todo é apenas uma peça dramática - e você não será o mesmo novamente. Apenas por sete dias! Você não irá perder muito porque não tem nada para perder.

Você pode experimentar. Por sete dias tome todas as coisas como uma peça dramática, apenas como um filme. Estes sete dias lhe darão muitos vislumbres de sua natureza búdica, de sua pureza interior. E uma vez que você tenha tido um vislumbre você não poderá ser o mesmo novamente. Você será feliz e você nem pode imaginar que tipo de felicidade pode lhe acontecer, porque você não conheceu nenhuma felicidade. Você conheceu somente graus de infelicidade: algumas vezes você era mais infeliz, algumas vezes menos infeliz e quando você era menos infeliz você chamava isso de felicidade.
Você não sabe o que é a felicidade porque você não pôde conhecê-la. Quando você tem um conceito do mundo no qual você o toma muito seriamente, você não pode conhecer o que a felicidade é. A felicidade acontece somente quando você está enraizado nesta atitude: que o mundo é apenas uma brincadeira, um jogo.

Assim tente isso, e faça todas as coisas de uma maneira festiva, celebrando, participando de uma "encenação" - não de uma coisa real. Se você é um marido, brinque, seja um marido brincalhão; se você é uma esposa, seja uma esposa brincalhona. Faça disso apenas uma brincadeira. E existem regras, naturalmente; qualquer jogo para ser jogado precisa de regras. Casamento é uma regra e divórcio é uma regra, mas não seja sério em relação a elas. Elas são regras e uma regra causa outra. O divórcio é ruim porque o casamento é ruim; uma regra causa outra! Mas não as leve seriamente e então olhe como a qualidade de sua vida muda imediatamente.

Vá para sua casa esta noite e se comporte com sua esposa ou marido ou seus filhos como se você estivesse fazendo parte de um drama e veja a beleza disso. Se você estiver representando um papel você tentará ser eficiente mas você não ficará perturbado. Não existe necessidade. Você representará o papel e irá dormir. Mas lembre-se: isso é uma representação. E por sete dias continuamente siga esta atitude. Então a felicidade pode acontecer para você e uma vez que você saiba o que a felicidade é, você não necessita se mover para a infelicidade, porque é uma escolha sua.

Você é infeliz porque você escolheu uma atitude errada com relação à vida. Você pode ser feliz se você escolher uma atitude certa. Buda enfatiza muito a atitude certa. Ele faz disto uma base, um fundamento - a atitude certa. O que é atitude certa? Qual é o critério? Para mim este é o critério: a atitude que o faz feliz é a atitude certa e não existe nenhum critério objetivo. A atitude que o faz infeliz e miserável é a atitude errada. O critério é subjetivo; sua felicidade é o critério.

Osho, The Book of the Secrets, v3, 3 37

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E CARACTERÍSTICAS DAS MULHERES QUE AMAM DEMAIS


Quando estar apaixonada significa sofrer, estamos amando demais.

Quando a maioria de nossas conversas com amigas íntimas são acerca dele, de seus problemas, suas idéias, seus sentimentos, e quando quase todas as nossas frases começam com "ele...", estamos amando demais.

Quando desculpamos seu mau-humor, seu mau caráter, sua indiferença ou sua falta de gentileza, como sendo problemas devidos a uma infância infeliz, e tratamos de nos converter em sua psicoterapeuta, estamos amando demais.

Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens que o ajudariam, estamos amando demais.

Quando não gostamos de muitas de suas condutas, valores e características básicas, mas as suportamos com a idéia de que, se fôssemos suficientemente atraentes e carinhosas, ele iria querer mudar por nós, estamos amando demais.

Quando nossa relação prejudica nosso bem-estar emocional e, inclusive, nossa saúde e integridade física, sem dúvida estamos amando demais.

FRAGMENTOS

Neste livro, da mesma forma que em tantos livros de "auto-ajuda", há uma lista de passos a seguir a fim de mudar. Se você decide que realmente deseja seguir esses passos, necessitará - como em toda a mudança terapêutica - anos de trabalho e nada menos que sua dedicação total. Não há atalhos para sair do padrão de amar demais. É nele que você está se apoiando.
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Amar demais não significa amar muitos homens, nem apaixonar-se com muita freqüência, nem sentir um amor genuíno excessivamente profundo por outro ser. Na verdade, significa ter uma obsessão por um homem e chamar essa obsessão de "amor", permitindo que ela controle nossas emoções e grande parte de nossa conduta. Muitas vezes compreendemos que ela exerce uma influência negativa sobre nossa saúde e nosso bem-estar, mas nos sentimos incapazes de livrar-nos dela. Significa medir nosso amor pela profundidade de nosso tormento.

Características das “mulheres que amam demais”

1- Tipicamente provêm de um lar disfuncional onde ou o pai, ou a mãe ou ambos não satisfizeram suas necessidades emocionais.

2- Tendo sentido essa carência de afeto, procura compensar indiretamente essa necessidade insatisfeita proporcionando afeto, especialmente a homens que parecem, de alguma forma, necessitados.

3- Tendo em vista que nunca pôde converter seu pai em um ser atento e carinhoso, como tanto ansiava, reage profundamente diante da classe de homens emocionalmente inacessíveis, a quem volta a tentar mudar, por meio de seu amor.

4- Como sente pavor de ser abandonada, faz qualquer coisa para evitar que uma relação se dissolva.

5- Quase nada é muito problemático, ou é muito demorado, ou muito custoso se está “ajudando” o homem com quem está envolvida.

6- Acostumada à falta de amor nas relações pessoais, está disposta a esperar, conservar esperanças e esforçar-se mais para gratificar-se.

7- Está disposta a aceitar muito mais do que cinqüenta por cento da responsabilidade, da culpa e das censuras em qualquer relação.

8- Seu amor próprio é criticamente baixo, e no fundo não acredita merecer a felicidade. Em troca, acredita que deve lutar pelo direito de desfrutar a vida.

9- Necessita com desespero controlar seus homens e suas relações, devido a pouca segurança que experimentou na infância. Dissimula seus esforços de controlar as pessoas e as situações sob a aparência de “ser útil”.

10- Em uma relação, está muito mais em contato com seu sonho, como ele poderia ser, do que com a realidade da situação.

11- É adicta a homens e à dor emocional.

12- É provável que esteja predisposta emocionalmente e, com freqüência, bioquimicamente, para tornar-se adicta às drogas, ao álcool e/ou a certas comidas, em particular aos doces.

13- Ao ver-se atraída para pessoas que têm problemas por resolver, ou envolvida em situações caóticas, incertas e emocionalmente dolorosas, evita concentrar-se na responsabilidade para consigo mesma.

14- É provável que tenha uma tendência aos episódios depressivos, os quais procura prevenir por meio da excitação que lhe proporciona uma relação instável.

15- Não é atraída pelos homens que são amáveis, estáveis, confiáveis e que se interessam por ela. Estes homens “agradáveis” lhe parecem aborrecidos.

16- Antes de sua recuperação, uma mulher que ama demais, geralmente:

a) Pergunta "Quanto ele me ama (ou necessita)?" e não "Quanto eu o amo?"

b) A maioria de suas relações sexuais com ele são motivadas por "Como posso fazer para que ele me ame (ou necessite) mais?"

c) Seu impulso de entregar-se sexualmente a outros a quem perceba como necessitados, pode resultar em uma conduta que ela mesma considera promíscua; mas seu objetivo é, principalmente, a gratificação da outra pessoa, e não dela mesma.

d) O sexo é uma das ferramentas que usa para manipular ou modificar o seu par.

e) Seguidamente as lutas de poder de manipulação mútua lhe parecem muito excitantes. Comporta-se de forma sedutora para conseguir o que quer, e se sente muito bem quando dá resultado e muito mal quando isto não acontece. O fato de, geralmente, não obter o que quer a leva a esforçar-se mais.

f) Confunde angústia, medo e dor com amor e excitação sexual. À sensação de ter um nó no estômago chama de "amor".

g) Excita-se a partir da excitação dele. Não sabe sentir-se bem por si mesma; de fato, sente-se ameaçada por seus próprios sentimentos.

h) A menos que tenha o desafio de uma relação não gratificante, torna-se inquieta. Não a atraem sexualmente os homens com quem não luta, a quem chama "aborrecidos".

i) Seguidamente une-se a um homem de menor experiência sexual, para poder sentir-se no controle.

j) Deseja a intimidade física, mas por temer ver-se envolvida por outro e/ou levada por sua própria necessidade de afeto, só se sente cômoda com a distância emocional criada e mantida pela tensão da relação. Torna-se temerosa quando um homem está disposto a acompanhá-la emocional e sexualmente. Foge dele ou se afasta.

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São necessários interesses comuns, valores e objetivos comuns e capacidade para uma intimidade profunda e duradoura, se desejarmos que o encantamento erótico inicial de um casal se transforme em uma relação afetuosa e comprometida, que suporte o passar do tempo.
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O preço que pagamos pela paixão é o medo. E a mesma dor e o mesmo medo que alimentam o amor apaixonado também podem destruí-lo.
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Por outro lado, nossa cultura outorga um aspecto romântico ao sofrimento por amor e ao fato de ser adicto a uma relação (canções populares, ópera, literatura clássica, telenovelas...)
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O padrão de desenvolver relações nas quais seu papel é compreender, animar e melhorar o casal é uma fórmula muito utilizada pelas mulheres que amam demais e que, geralmente, produz resultado exatamente contrário ao esperado.
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"A princípio eu estava tão vazia que sentia como se o vento me atravessasse. Mas com cada decisão que tomava por mim mesma, esse vazio começava a encher-se um pouco mais. Precisava averiguar quem era eu, do que eu gostava ou não, o que queria para mim e para minha vida. Não podia descobrir essas coisas a menos que tivesse tempo só para mim, sem ninguém em quem pensar e por quem me preocupar, porque quando havia outra pessoa perto eu preferia dirigir a sua vida em lugar de viver a minha".
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Para a mulher que ama demais, a prática da negação é expressa de forma magnânima com o "deixar passar os defeitos dele" ou "manter uma atitude positiva". Dessa maneira, oculta o fato de que, justamente esses defeitos, permitem-na exercer o papel desejado. Quando o impulso de controlar se disfarça sob a atitude de "ser útil" e "oferecer apoio", novamente o que é ignorada é a própria necessidade de superioridade e poder, implícita nesse tipo de relação.

É necessário que reconheçamos que a prática da negação e do controle, seja qual for a forma como a chamemos, não conduz à melhoria de nossa vida nem de nossas relações. O mecanismo da negação nos leva a relações que permitem a representação compulsiva de nossas velhas lutas, e a necessidade de controlar nos mantém ali, tentando mudar a outra pessoa, em lugar de mudarmos a nós mesmas.
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A verdadeira aceitação de um indivíduo tal como é, sem tentar mudá-lo através do alento, da manipulação ou da coação, é uma forma muito elevada de amor e, para a maioria de nós, é muito difícil de praticar. Na base de todos os nossos esforços para mudar alguém há um motivo fundamentalmente egoísta, uma crença de que, através dessa mudança, seremos felizes. Não há nada de mal em desejar ser feliz. Mas colocar a fonte dessa felicidade fora de nós mesmos, nas mãos de outra pessoa, significa que deixamos de lado nossa capacidade e nossa responsabilidade de modificar nossa própria vida para o bem.
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Para que a esposa de um viciado em trabalho esteja livre para viver uma vida plena, faça o que fizer seu esposo, deve chegar a acreditar que o problema dele não é seu, e que não está em seu poder, nem é seu dever, nem seu direito mudá-lo. Deve aprender a respeitar o direito que ele tem de ser quem é, ainda quando ela deseje que seja diferente.

Ao fazê-lo, ela ficará livre: livre de ressentimento pela inacessibilidade dele, livre de culpa por não ser capaz de mudá-lo, livre da carga de tentar, incansavelmente, mudar o que não pode.
Com menos ressentimento e culpa é provável que ela comece a sentir mais afeto por ele, pelas qualidades que verdadeiramente aprecia.

Quando ela deixar de tentar mudá-lo e focalizar sua energia para o desenvolvimento de seus próprios interesses, experimentará certo grau de felicidade e satisfação, sem importar o que ele faça. Daí em diante, talvez ela descubra que seus objetivos são suficientemente gratificantes e que pode desfrutar uma vida plena e satisfatória só, sem muita companhia de seu esposo. Assim, à medida que consiga tornar-se cada vez menos dependente dele para sua felicidade, ela pode decidir que seu compromisso com um homem ausente não tem sentido e pode prosseguir sua vida sem o constrangimento de um matrimônio insatisfatório. Nenhum destes dois caminhos é possível, enquanto ela tiver necessidade de que ele mude para que ela seja feliz. Até aceitá-lo tal como é, estará congelada, em animação suspensa, esperando que ele mude para poder começar a viver sua vida.

Quando uma mulher que ama demais se dá por vencida em sua cruzada de mudar o homem de sua vida, então ele fica só para refletir nas conseqüências de seu próprio comportamento. Como ela já não está frustrada nem infeliz, mas cada vez mais entusiasmada com a vida, se intensifica o contraste com a existência dele. Ele pode escolher lutar para livrar-se de sua obsessão (...) ou talvez não.

As mulheres que amam demais e apresentam algumas das condutas anteriormente expostas, só poderão recuperar-se quando descobrirem a capacidade de amar a si mesmas em primeiro lugar.

Tradução para o português: Eleonôra

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Para sermos capazes de curar a nós mesmos devemos compreender com todo nosso ser, que o universo é composto em sua totalidade de energia.

Tudo ocorre dentro do campo eletromagnético do universo, e tudo o que existe é parte dele. Nas últimas décadas a ciência demonstrou o que muitos ensinamentos de antigas culturas vêm dizendo há milhares de anos, isto é: o que chamamos mundo físico ou universo manifesto não está composto de matéria sólida, mas de energia como elemento de base.

• O universo inteiro é composto desta energia.

• O tempo e o espaço são as dimensões ao longo das quais ela se move. Tudo o que conhecemos é feito de energia, tanto em forma de matéria como de radiação.

• Uma das características que mais chamam a atenção na energia é a sua capacidade de permanecer constante.

• Até agora não foi possível observar ou provar que a energia possa ser criada ou possa ser destruída.

• A energia é o princípio fundamental que deu origem ao universo, já que possui todas as qualidades necessárias para este propósito.

As coisas que vemos, cheiramos, saboreamos e tocamos parecem ser sólidas, líquidas ou gasosas, e também parecem ser entidades separadas. A física quântica nos permite observar estas coisas minuciosamente e em muito maior detalhe, em seus níveis atômicos e subatômicos. Nesses níveis, o que parece ser matéria sólida, líquida ou gasosa se converte em um grupo de partículas cada vez menores que contêm partículas ainda menores, e assim sucessivamente. Desta forma chegamos a um lugar onde tudo é simplesmente energia pura.

A física quântica descobriu que mesmo o elemento mais denso e sólido, quando é analisado em um nível infinitesimal, não é o que parece ser. Os cientistas que apoiam este novo paradigma afirmam que qualquer elemento visível ou tangível, quando é reduzido ao nível de suas partículas, é ao menos uns 99,99 por cento espaço vazio!

A noção de que um elemento ou objeto possui uma posição, massa ou velocidade é, então, o resultado de uma percepção falsa. Em outras palavras: qualquer objeto criado, é um novelo de energia composta, em sua maior parte, de espaço vazio e de partículas cujo estado não pode ser determinado, já que estão constantemente entrando e saindo do estado de existência. Em um momento existem e no instante seguinte deixam de existir. A grande pergunta que os cientistas se fazem é:

Para onde vão as partículas quando deixam de existir e de onde vêm quando aparecem diante de nossos olhos?

Como nós fazemos parte deste universo, somos, portanto, também feitos de energia flutuante e mutante. Tudo dentro de nós--e ao redor de nós--possui a mesma qualidade de energia flutuante. Somos parte de um imenso mar de energia que está constantemente mudando e pulsando entre a existência e a não-existência.

Se tudo é energia, e esta energia possui uma densidade diferente, de acordo com a freqüência com que vibra, nossos pensamentos, que são um tipo relativamente leve e sutil de energia, são uma forma de energia veloz e facilmente mutante. Uma pedra, por outro lado, é composta de energia relativamente muito mais densa e, portanto, é menos provável que mude com facilidade.

Exercício - Todos nós somos energia

Detenha-se um momento para perceber o seu corpo e as coisas que o cercam e sinta que seu corpo está vivo.

Não precisa mover as pernas ou braços para reconhecer que está vivo. Simplesmente sinta a sua presença. Gradualmente, faça o mesmo com outras partes do seu corpo.

As células do seu corpo têm estado vivas todo o tempo, enquanto estavas lendo e pensando. Ocupe seu tempo para dar-se conta de que existe uma incrível inteligência que opera em seu corpo e assim, nos corpos de todos os seres da criação.

Respire profundamente enquanto você toma mais e mais consciência desta omnipresença energética que a tudo impregna. Tudo é energia, manifestada sob diversas formas e em diferentes estados e freqüências.

Feche os olhos e imagine que está submerso em um vasto oceano de energia.

Permita-se ser parte dele...

Respire, você está vivo/a...


Espero que tenha desfrutado de nossa primeira eSérie. Na próxima, compartilharei com você como podemos utilizar este conhecimento para equilibrar nossas energias e direcioná-las para uma vida mais saudável e plena de alegria, para nós e para aqueles que nos rodeiam.

Em consciência e cura,

Luis Diaz

Site: CMR - Liberación de la Memoria Celular

Tradução para o português: Eleonôra

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